Às vezes penso que morri
E o mundo é a minha criação mental
Fingindo que o sangue ainda corre
Coagulando o meu coração vital.
Às vezes penso que sou vigiada
Nesse gélido mundo distorcido
Que a negligência é fingimento
Para tornar o crescimento sofrido.
Às vezes penso que sou mecanizada
Movida a encaixes parafusais
O mundo me enxerga robótica
Com idéias massificas numerais.
Às vezes penso que morri
Sequei a paixão do despertar
Vejo as horas ilusórias
Negar-me a vontade de sonhar.
Priscila de Athaídes – 02/04/2008

