Não quero que você saia dos meus olhos
Assim, como o tempo que corre em nossas mãos
Inventando memórias.
A maré está aumentando
Mas a noite está indo embora,
E hoje a noite foi generosa
Dissipando-se em meio às nuvens.
Hoje eu quero que o mundo mude
E que a noite se vá de mim
Quero que as estrelas permaneçam no mar
Assim como os seus olhos
Permanecem nos meus.
Eu quero que o mundo pare
Quando o sol aparecer.
Priscila de Athaides – 27/04/03
quarta-feira, 15 de março de 2017
Longe de casa
Já amanheceu
E eu...
Tão longe de casa
Tão perto de nada
Tão fora de mim...
Eu sei o lugar ao qual pertenço
Mas não quero mais voltar
Meu coração é tão pequeno
Diante às coisas que me esperam
A minha alma se divide
Entre esse momento
E as coisas que ficaram para trás
Não quero estar longe do mundo que criei
E sim do mundo que me criou
Quero ser eu ao meu lado
Distante daquela que me fizeram ser!
E eu...
Tão longe de casa
Tão perto de nada
Tão fora de mim...
Eu sei o lugar ao qual pertenço
Mas não quero mais voltar
Meu coração é tão pequeno
Diante às coisas que me esperam
A minha alma se divide
Entre esse momento
E as coisas que ficaram para trás
Não quero estar longe do mundo que criei
E sim do mundo que me criou
Quero ser eu ao meu lado
Distante daquela que me fizeram ser!
Quando eu despertar
Quero abrir os meus olhos
E sentir que tenho você ao meu lado
Quando tudo parecer vazio e perdido...
Quero acordar e descobrir que tudo passou
E que a solidão já não se encontra mais presente em mim!
Não há um só segundo que eu não pense
Como é injusto cada segundo
em que respiramos longe um do outro
Onde está você agora
Enquanto eu estou aqui?
Eu me sinto abraçada pelo negro vazio noturno
Que me desperta nesses momentos em que nada resta
Além do frio e do desespero
Quanto tempo ainda falta
Para encarar o medo e a solidão?
Eu não quero mais fechar os olhos
E ter apenas os meus sonhos para estar com você
Não quero me ver tão magoada longe dos seus olhos
Quero apenas sorrir e ter a confiança de que você é meu
Quando eu despertar...
Priscila de Athaides – 06/10/04
E sentir que tenho você ao meu lado
Quando tudo parecer vazio e perdido...
Quero acordar e descobrir que tudo passou
E que a solidão já não se encontra mais presente em mim!
Não há um só segundo que eu não pense
Como é injusto cada segundo
em que respiramos longe um do outro
Onde está você agora
Enquanto eu estou aqui?
Eu me sinto abraçada pelo negro vazio noturno
Que me desperta nesses momentos em que nada resta
Além do frio e do desespero
Quanto tempo ainda falta
Para encarar o medo e a solidão?
Eu não quero mais fechar os olhos
E ter apenas os meus sonhos para estar com você
Não quero me ver tão magoada longe dos seus olhos
Quero apenas sorrir e ter a confiança de que você é meu
Quando eu despertar...
Priscila de Athaides – 06/10/04
Esquecido
Nada restou daquela que eu fui
Enquanto me mantenho
Em algum canto de mim perdida...
Em meus olhos sobrou apenas esse vazio imenso
Como se meus sonhos fossem pesadelos
Que me tomam o tempo
Enquanto eu caio
Na imensidão que me acoberta...
Quando eu acordar espero que essa escuridão
Se vá de vez dos meus pensamentos
Porque essa alma fria e negra
Sente que não agüenta mais sofrer
Dessa tristeza que me tomou o coração.
Nada restou dos meus sonhos de criança
Nem mesmo o sorriso
Nem mesmo as lágrimas
Nem mesmo a esperança que eu tinha
Há muito tempo já esquecida
Nas profundezas desse ser gelado
Nos olhos que já não enxergam mais nada
Além desse mundo negro e tempestuoso
E se há algo que ainda me sustenta
Por favor me deixe partir
Para onde eu não conheça dor
Onde eu poderei sorrir
E não derramar nenhuma lágrima
Nesse rosto que conhece bem a solidão
E não quer mais prová-la...
Priscila de Athaides – 07/06/04
Enquanto me mantenho
Em algum canto de mim perdida...
Em meus olhos sobrou apenas esse vazio imenso
Como se meus sonhos fossem pesadelos
Que me tomam o tempo
Enquanto eu caio
Na imensidão que me acoberta...
Quando eu acordar espero que essa escuridão
Se vá de vez dos meus pensamentos
Porque essa alma fria e negra
Sente que não agüenta mais sofrer
Dessa tristeza que me tomou o coração.
Nada restou dos meus sonhos de criança
Nem mesmo o sorriso
Nem mesmo as lágrimas
Nem mesmo a esperança que eu tinha
Há muito tempo já esquecida
Nas profundezas desse ser gelado
Nos olhos que já não enxergam mais nada
Além desse mundo negro e tempestuoso
E se há algo que ainda me sustenta
Por favor me deixe partir
Para onde eu não conheça dor
Onde eu poderei sorrir
E não derramar nenhuma lágrima
Nesse rosto que conhece bem a solidão
E não quer mais prová-la...
Priscila de Athaides – 07/06/04
Mais um dia
Hoje é mais um daqueles dias
Em que somos novamente zumbis
Procurando simular aos tolos
Tão repletos de sarcasmos e mentiras
Adiamos por mais um dia quem somos
E descobrimos que pouco somos ao final do dia...
Se a tristeza tivesse endereço
Seria os nossos sorrisos
Que escondem apenas mentiras
Carregados como verdades
E que às vezes nos choca com a realidade
Apática e humilhante do dia-a-dia...
Se os tolos olhassem através dos nossos olhos
Veriam que eles brilham como falsos diamantes
Tão belos e sem valor
Porque tudo o que alcançamos se desmancha
Ao cair de mais um dia
E ainda assim sorrimos ao pouco que nos resta:
Esse cinzento amanhecer
Seguido de mais um velho dia
Como se fôssemos tocados
Pelos ventos da melancolia...
Priscila de Athaides – 01/09/04
Em que somos novamente zumbis
Procurando simular aos tolos
Tão repletos de sarcasmos e mentiras
Adiamos por mais um dia quem somos
E descobrimos que pouco somos ao final do dia...
Se a tristeza tivesse endereço
Seria os nossos sorrisos
Que escondem apenas mentiras
Carregados como verdades
E que às vezes nos choca com a realidade
Apática e humilhante do dia-a-dia...
Se os tolos olhassem através dos nossos olhos
Veriam que eles brilham como falsos diamantes
Tão belos e sem valor
Porque tudo o que alcançamos se desmancha
Ao cair de mais um dia
E ainda assim sorrimos ao pouco que nos resta:
Esse cinzento amanhecer
Seguido de mais um velho dia
Como se fôssemos tocados
Pelos ventos da melancolia...
Priscila de Athaides – 01/09/04
terça-feira, 14 de março de 2017
Notas sobre a depressão
Depressão é uma sombra que te cobre lentamente,
Distorce os seus pensamentos,
Te entorpece o corpo, se disfarça de apatia
Te sussurra coisas absurdas
Te faz ninguém.
É o peso que ninguém sustenta,
A inconveniência dos seus sentimentos,
É estar envolta por uma solidão invasiva,
Se sentir perdida nas coisas que se ama
E se encontrar ferida nos detalhes que te constituem.
É o grito silencioso
Que todos fingem não ver,
A correnteza estagnada,
O fluxo mental que arrodeia os pesadelos,
Vívido, ainda que invisível.
É a vontade de estar só,
Se afundar na dor que te toma,
Não fazer sentido, mas ser toda a razão.
Os estilhaços grudados criando rachaduras
Aos poucos se desfazendo fragilmente.
Mas o tempo vem e destrói
Tudo aquilo que te inquieta a mente,
E reconstrói, memórias efêmeras
Feridas abertas,
Lições pragmáticas.
O tempo é o destruidor de todas as coisas,
Das coisas boas, dos momentos ruins,
Dos amores, das pessoas, dos impérios
De você. E o tempo vem.
E te levará também, eventualmente.
Priscila de Athaides – 14/03/2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Os amores que se vão
Amores são como heroína
Mexendo com a nossa química,
Viciante em nossos corpos,
Dilatando as nossas pupilas,
Distorcendo a realidade em nós.
Mas amores se vão e nos destroem
Dilatando as nossas pupilas,
Distorcendo a realidade em nós.
Mas amores se vão e nos destroem
Como uma ausência abstêmica,
Depressiva, ansiosa,
Até a retomada de equilíbrio,
Até que os nossos corpos se purifiquem.
Até que os nossos corpos se purifiquem.
As impressões permanecem
Em nossas vibrações mentais,
Perdidas nas entrelinhas,
Translucidas, assombrosas
invisíveis, distorcidas,
Como palavras apagadas em um papel,
Manchadas,
Desgastadas,
Desconectadas,
Desgastadas,
Desconectadas,
Esvanecidas.
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