quarta-feira, 16 de julho de 2008
Regida a Morfeus
Como uma succubus desesperada
Transcendendo a carne
De fluídos incandescentes...
Eu te busco por toda a noite
Insaciável e ardente
Transportando o presente
Do seu corpo ausente
Para o meu mundo interno
De fantasias carnais.
Todas as noites Morfeus me busca
Fantasiado em teu rosto
Imitando o seu corpo
Com as mesmas partículas
Que me arrepiam a pele
Transbordando em meu gozo
Os seus lábios que me buscam
Frenéticos e irreais
Queimando a minha pele
De divinas vibrações...
Você me encontra todas as noites
Mergulhada em êxtase
De sua pele vazia
Que me hipnotiza para além da vida
Me fragmentando em infinitas células
Para inundar você
E procurar ser aquela
Que te embriaga a mente
Com desejos sublimes
Para te entorpecer...
Priscila de Athaides Ribeiro – 16/07/2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Come Over Me
Come over me
I wanna hear your breath
I wanna hear you scream
You can’t hurt me
You can’t go away
When I touch you
I can feel you’re scared
So come over me
You can’t run away
Let me test your sweat
Falling down your neck
Oh I can make you cry
Make you feel pain
Don’t you think is fine
That is on my way?
So come over me
Come over me
I wanna hear your breath
I wanna make you scream
Priscila de Athaides – 06/06/2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
A noise severe
Slip away
From my hands
All the away
My heart pounds like none
I feel it slip
Slip away
Why am i?
Why am i here?
So distant from
My old life
My heart feels so sad
What am i doing here?
Doing here
You see i'm riding endlessly
What will become of me?
This higher power knows
You see i'm waiting patiently
And what this means to me?
Nobody ever knows
No...
You see in all the warmth i feel
Is this the end of me?
Only i should know
Mine
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Querido
Querido,
Não quero abrir os teus olhos
Pois os meus estão pelo avesso.
Eu te beijo
Embriagada de pensamentos tortos,
Te entrego verdades-delírio,
Para o despertar me roubar as lembranças
E não me denunciar,
Já que me prometi não prometer mais amor
E todos têm a minha promessa!
Não quero mais dizer adeus...
Querido,
Eu me embaraço nos laços do tempo
Buscando estabilidade.
Voar pede repouso
Quando a alma pesa
E o solo liquifica-se
Para o meu corpo pesado
De sonhos perdidos
No tempo em que os nervos gritavam...
Querido,
Eu te vejo soprar minhas vontades
Em meus sonhos-silêncio,
Eu corro você em meus poros
Alternada em orgulho e desejo.
Perder assumiu a culpa
De todas as palavras precipitadas,
E hoje está em meu inconsciente
Um natal de promessas frustradas.
E querido,
Eu não te culpo,
Não mais do que eu.
Eu dispenso todas as nódoas
Que não foram nossas,
Que foram venenos,
Porque agora eu só tenho o tempo,
Ilusório relógio que se repete
No mar de ressaca
Dos momentos distorcidos.
E não espero que o tempo retorne
Porque o passado já foi perdido...
Priscila de Athaides – 21/04/2008
sábado, 12 de abril de 2008
Triste
Que me diminui infantilmente
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Pó temporal

Pólos atômicos de atração marítima
Anos solares, cientificação material.
Vida barrosa,
Sopro silencioso
Primitivismo alegórico.
Mente frutífera
Iluminação rastejante
Visionário mundo ocular
Centro neurótico
Fertilização cerebral
Condenação sofística,
Retórica subliminar.
Tempo, pó espalhado,
Microscópico permanente
Chronos silenciado
Ocultado
Sujeira blasfêmica
Prisão bibliotecal vaticana
Arquivamento Constantino
Loucura espiritual.
Degeneração da lógica:
‘O mundo é uma festa bestial
De jalecos laboratoriais’
- Sacro indelével.
Tradições falídas,
De ocidentalização ilusória,
Tempo linear
De inverdades históricas.
Priscila de Athaides – 11/08/2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Suspiria
O coração bombeia
O último respiro sofrido,
O pesado respirar mortífero
Da mãe dos suspiros.
A dança da morta viva,
A bailarina despida
De pés sangrentos,
Movimentos entorpecidos,
Sangue azul avermelhado
Vermelho sangue
Guache aguado.
Escondido na íris azulada,
Labirintos deformados
Conhecimentos cautelosos,
Bruxaria condenada,
Da rainha negra,
A bruxa, putrificada
Alma vazia degenerada.
Afundando em um mar metálico
Nos fios cortantes de prisão carnal,
Respira pesadamente
Pelo som da lâmina manchada,
Vermelho sangue secular,
Liberdade desesperada,
Liberdade não alcançada,
Partindo os vitrais
De passados exagerados
Imaginário camuflado
De magia maléfica,
As três mães,
As três deusas,
As três bruxas,
A lágrima,
O suspiro,
As trevas,
A mãe suspiria nascida
No imaginário visionário distorcido,
A poética da morte por mãos
Que etérea o mundo sobrenatural.
Quem tem medo de Helena Markus?
Priscila de Athaides – 08/04/2008